Inspiradas na arquitetura dos chalés do subúrbio de Londres, as 28 casas da Vila dos Ingleses foram construídas como abrigo para trabalhadores, entre 1915 e 1919, pelo engenheiro Eduardo de Aguiar D’Andrada.
O terreno foi doado pela já viúva Marquesa de Ytu a sua sobrinha neta, Eliza Aguiar D’Andrada, e seu marido, em 1913. O palacete original da Marquesa, que havia sido projetado pelo arquiteto Ramos de Azevedo, possuía um amplo jardim que foi modificado para a construção das casas.
Os pequenos sobrados foram então alugados a operários ingleses e suas famílias que trabalhavam na remodelação da Estação da Luz.
Outras características estruturais inglesas podiam ser encontradas nos sobrados: lavanderias e cocheiras entre as casas, serviços de recado, jardinagem coletiva e quadra poliesportiva. Com o passar do tempo, porém, a mão-de-obra que vinha da Inglaterra diminuiu e, em 1930, a vila passou a ser ocupada por famílias paulistanas.
Nos últimos anos foi criado um centro comercial no local. Os interiores de vários sobrados estão intactos, com assoalhos e escadas de madeira. Atualmente o lugar abriga vários escritórios de arquitetura e design e um restaurante.
A Vila dos Ingleses foi tombada pelo IPHAN, o que impede mudanças nas fachadas das casas.
Serviço Vila dos Ingleses
Endereço: Rua Mauá, 836.
Estação de Metrô: Luz.