A Última Dança é monólogo de filósofa que trabalhou como operária

Está em cartaz no Viga Espaço Cênico a peça A Última Dança, monólogo baseado nos relatos da escritora judia Simone Weil, que abandonou sua família e trabalho para conhecer o cotidiano em uma fábrica. Ela será representada todas segundas, às 21h, até o dia 15 de agosto.

Com dramaturgia de César Baptista, estão presentes no palco apenas Weil (Natalia Gonsales) e máquinas da linha de produção. A trilha sonora são ruídos de correia e marteladas, que o compositor Cesar Maia transforma em música. Outra importante referência para A Última Dança foi o livro “Simone Weil – A Condição Operária e Outros Estudos Sobre a Opressão” de Eclea Bosi.

Em A Última Dança, Weil narra as precárias condições de trabalho as quais eram submetidos os trabalhadores franceses no início do século XX. O calor das fornalhas, a fome, o esgotamento físico, o medo da demissão, as greves e os pensamentos retraídos foram todos retratados pela escritora em relatos e cartas.

Simone Weil

Filha de médicos, Weil (1909-1943) nasceu na França e se formou em filosofia pela Universidade de Sorbonne. Por acreditar que a única maneira de entender a condição operária e a opressão social era vivenciando-a, aos 25 anos de idade foi trabalhar na linha de produção de uma fábrica.

Ela também lutou na Guerra Civil Espanhola e na resistência francesa aos nazistas, durante a Segunda Guerra Mundial. Faleceu vítima de tuberculose, aos 34 anos de idade.

A Última Dança

A Última Dança – Serviço

Local: Viga Espaço Cênico

Valor: R$ 30 (inteira), R$ 15 (meia), ingressos

Classificação 12 anos, duração 60 minutos

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