Estimulação cerebral profunda pode retardar o Alzheimer

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Alzaimer

Cientistas Alemães experimentaram estimulação cerebral com o intuito de impedir o avanço nos sintomas do Alzheimer. Eles constataram que a técnica pode restaurar algumas perdas causadas pela doença. Hoje, não é possível que nenhum tratamento contra a doença faça com que a os sintomas regridam, mas sim tratamentos que estabilizem ou diminuam a progressão da doença. 

As técnicas que utilizam correntes elétricas interferem na atividade cerebral como a estimulação cerebral profunda são conhecidas como neuromodulação.

A pesquisa inicial contou com apenas seis pacientes, onde os médicos realizaram uma cirurgia pouco agressiva, estabeleceram na cabeça do paciente um eletrodo, agregado a um dispositivo semelhante com uma marca-passo.

O instrumento manifesta impulsos elétricos e influencia no funcionamento da região cerebral no qual o eletrodo foi inserido. No Brasil já foi utilizada a estimulação cerebral profunda para controlar tremores de pacientes com doenças de Parkison, porém estudos mostram que o tratamento também pode ajudar pessoas com anorexia, epilepsia, TOC e depressão.

Foto: Dreamstime

O estudo com os seis pacientes com Alzheimer, submetidos ao tratamento pelo período de um ano foi avaliada pelos pesquisadores a função cognitiva como memória, raciocínio e capacidade de tomar decisões.

No dia 6 de maio de 2014 foi publicado o resultado da pesquisa pela revista Molecular Psychiatry, onde apresentaram que a função cognitiva de quatro dos seis pacientes, continuou estável ou melhorou. Os outros dois pacientes apresentaram uma declinação cognitiva. O tratamento demonstrou ser seguro e sem efeitos adversos graves.

Os responsáveis pela pesquisa concluíram que a estimulação cerebral profunda pode ser uma opção segura para impossibilitar o avanço da doença de Alzheimer na maior parte dos pacientes. Para que os resultados sejam confirmados, estudos maiores precisam ser feitos para os resultados serem reconhecidos.

Fonte: Veja.com.br